Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro lança primeiro boletim epidemiológico da COVID-19

A Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, lança o primeiro Boletim Epidemiológico da COVID-19. O material tem como objetivo apresentar o cenário epidemiológico da doença no Estado do Rio de Janeiro. Nesta primeira edição, que avaliou os dados de fevereiro de 2020 até 30 de maio, é possível observar uma queda na taxa de incidência de casos do estado, que passou de 169/100.000 habitantes em abril, quando houve o maior número de casos, para 109/100.000 habitantes no dia 30 de maio.

O boletim também representa, por meio de gráficos em curvas, um padrão de queda do total de casos confirmados da doença a partir de 30 de abril, assim como do número de óbitos.

“Estamos enfrentando uma doença extremamente complexa e desconhecida do ponto de vista clínico, epidemiológico e social, e isso requer uma análise com muito rigor e atenção desses dados, para que eles sejam utilizados de forma a auxiliar na projeção de cenários e na definição de medidas de contenção da doença e da retomada, aos poucos, da normalidade, sempre com segurança”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Claudia Maria Braga de Mello.

Também se destaca a tendência à queda na curva de casos de síndrome respiratória aguda confirmados de COVID-19 conforme a data de início de sintomas, assim como os casos que seguem em investigação. Para a subsecretária, as informações reunidas no boletim mostram que, apesar das medidas de isolamento social adotada no Estado do Rio de Janeiro não terem atingido patamares desejados, surtiram efeito de forma a auxiliar no achatamento da curva.

“O estudo é importante porque reforça a necessidade de continuarmos esse monitoramento, pois ainda temos municípios com baixa incidência do COVID-19 e estamos em período sazonal para as doenças respiratórias. A ideia é termos uma atualização semanal para que seja possível auxiliar nas medidas que serão adotadas ao longo dos próximos dias”, afirma.

Perfil de pacientes acometidos pela COVID-19

O boletim também apresenta, pela primeira vez, o perfil dos pacientes mais acometidos pela doença: 51,63% são mulheres, a maior parte com idades entre 30 e 49 anos. No entanto, os óbitos, em sua maioria, são de homens (57,17%) com idades entre 60 e 79 anos.  Dentre as principais comorbidades identificadas, destacam-se a cardiopatia ou hipertensão arterial e a diabetes, seguidas por pneumopatias ou asma, obesidade e pacientes imunodeprimidos.

Este é o primeiro de uma série de boletins que passará a ser disponibilizado regularmente pela subsecretaria. O material é desenvolvido com base em dados dos sistemas de informação oficiais, estabelecidos pelo Ministério da Saúde para notificações de casos suspeitos de Síndromes Gripais (SG) e Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), além de outros canais possíveis, o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) e informações enviadas pelos municípios.

Confira o boletim no link.