Dia da segurança do paciente 2020 tem como tema trabalhadores da saúde que atuam no combate à Covid

A segurança do paciente é um tema importante para todos os envolvidos no cuidado de saúde, principalmente para os próprios pacientes e seus familiares e para os trabalhadores da saúde. Para promover a conscientização sobre o assunto e o engajamento de lideranças, gestores e profissionais de saúde em prol de um cuidado mais seguro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou para o Dia Mundial da Segurança do Paciente 2020, no dia 17 de setembro, a campanha “Segurança do trabalhador de saúde: uma prioridade para a segurança do paciente”, tendo como slogan “Trabalhadores de saúde seguros, pacientes seguros”. Diante disso, há o chamado para os profissionais da saúde “Fale pela segurança do trabalhador de saúde”, com o foco nos profissionais que trabalham no combate a Covid-19.

Para chamar a atenção não só dos pacientes e funcionários da rede de saúde, mas também da população, em especial do estado do Rio, um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, o Cristo Redentor, ficará iluminado com a cor laranja no dia 17 de setembro. Além do Cristo, 14 unidades de saúde e a sede da Secretaria de Estado de Saúde (SES), na Rua México, no Centro do Rio, também estarão iluminadas. Na SES, será feita, na quinta-feira, uma exposição no hall principal com banners alusivos às iniciativas já realizadas e distribuição de materiais gráficos de divulgação sobre os protocolos básicos de segurança do paciente.

No curso da pandemia muitos desafios vêm sendo enfrentados, como falhas no abastecimento de equipamentos de proteção individual, assim como problemas quanto à qualidade desses produtos e falta de treinamento em seu uso correto. São muitas as dúvidas dos profissionais de saúde quanto às indicações de uso de equipamentos de proteção respiratória, assim como quanto à guarda, limpeza, desinfecção, esterilização e descarte. Principalmente no início da pandemia, foram muitos os dilemas enfrentados pela escassez desses produtos no mercado brasileiro e falta de acesso aos profissionais de saúde. Além disso, a adoção das medidas de prevenção e controle da disseminação da síndrome respiratória aguda grave do coronavírus (SARS-CoV-2) nos serviços de saúde tem sido desafiante para boa parte das instituições.

A subsecretaria de Superintendência em Vigilância em Saúde da SES, Claudia Mello, conta que para a semana da segurança do paciente a secretaria está realizando iniciativas para a promoção da temática, como webinars, distribuição de folders informativos, divulgação em rádio de grande circulação, estímulo a atividades nas unidades assistenciais da rede da SES RJ, dentre outras.

“O objetivo desta semana, para além do alcance dos profissionais da saúde, que estão na linha de frente da pandemia da Covid-19, é que também a população passe a conhecer e a valorizar a temática. Desejamos multiplicar a reflexão para o movimento mundial de segurança do paciente. Esse é um tema da saúde que busca proteger os pacientes dos riscos comuns quando você frequenta um serviço de saúde, desde o início de seu processo de assistência em sua identificação, assim como buscando entender tudo que seu médico falou. É direito do paciente receber uma comunicação efetiva e segura durante seu atendimento.”, afirma Claudia.

A pandemia de COVID-19 revelou os enormes desafios e riscos que os profissionais de saúde enfrentam globalmente, incluindo infecções associadas aos cuidados de saúde, violência, distúrbios psicológicos e emocionais, doenças e até morte.

A doença do coronavírus foi detectada pela primeira vez na cidade de Wuhan, China, em dezembro de 2019, declarada como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde em 30 de janeiro de 2020 e considerada uma pandemia em março por ter alcançado mais de 150 países espalhados em todos os continentes. A pandemia é uma emergência global e já contaminou mais de 25 milhões de pessoas no mundo, com mais de 850 mil óbitos desde o seu início em dezembro de 2019. No Brasil, até o momento foram notificados mais de 4,3 milhões de casos confirmados e quase 132 mil óbitos.

Como é uma doença nova e, até o momento, sem vacina disponível, todos são susceptíveis a esta infecção, em especial os profissionais dos serviços de saúde por estarem na linha de frente de atendimento aos pacientes e, portanto, expostos ao risco de serem infectados pela SARS-CoV-2, entre outros riscos.

O Brasil tem um Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), criado em 2013, pelo Ministério da Saúde com o objetivo de contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do país. Alinhada às iniciativas da OMS e do Ministério da Saúde a SES-RJ publicou o Plano Estadual de Segurança do Paciente, em 2017, com o objetivo de contribuir para a criação de uma cultura de segurança do paciente nos estabelecimentos de saúde, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, por meio da implementação de medidas efetivas visando a melhoria da segurança do paciente. As ações do plano, desde então, estão sendo implantadas nas unidades de saúde do estado.

Atividades da semana da Segurança do Paciente:

·         Realização de uma exposição no hall principal da sede da SES/RJ, com banners alusivos às iniciativas já realizadas e distribuição de materiais gráficos de divulgação sobre os protocolos básicos de segurança do paciente.

·         Realização de duas webinars com os temas “Plano de Segurança do Paciente e o papel da liderança institucional” e “Segurança do trabalhador de saúde: uma prioridade para a segurança do paciente”, nos dias 15 e 16 de setembro, às 14h, com transmissão ao vivo pelo www.youtube.com/saudegovrj.

·         Iluminação do Cristo Redentor na cor laranja no Dia Mundial da Segurança do Paciente, 17/09.

·         Além do Cristo Redentor, será feita a iluminação das seguintes unidades de saúde na cor laranja no Dia Mundial da Segurança do Paciente, 17/09: Hospital Estadual Santa Maria (HESM), Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN), Hospital Estadual da Mãe de Mesquita,  Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), Hospital da Mulher Heloneida Studart (HMHS), UPA da Maré, UPA da  Tijuca, UPA da Engenho Novo, UPA da  Irajá, UPA da Copacabana, UPA da Botafogo, UPA da Ilha do Governador, UPA da Taquara e a sede da SES, na Rua México, no Centro do Rio.

A Segurança do Paciente:

Entende-se por segurança do paciente (SP) a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Os danos podem ser de vários tipos, incluindo-se doenças, lesão, sofrimento, incapacidade e morte. Por outro lado, os incidentes de segurança são eventos ou circunstâncias que poderiam ter resultado, ou resultaram, em dano desnecessário ao paciente.

Incidentes que resultam em dano ao paciente são denominados eventos adversos (EA). Por não se dever à evolução natural da doença de base, a ocorrência de EA é um indicador da distância entre o cuidado ideal e cuidado real, sendo o enfrentamento deste problema um desafio para a qualidade dos serviços de saúde. Considerando que muitos incidentes nos cuidados de saúde são evitáveis, a adoção de medidas preventivas voltadas para a redução da probabilidade de sua ocorrência pode evitar sofrimento desnecessário, economizar recursos e salvar vidas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, ocorrem 134 milhões de eventos adversos por ano devido a precariedade nos atendimentos dos pacientes em hospitais de países de baixa e média renda, o que gera 2,6 milhões de mortes anualmente. Além disso, 15% das despesas hospitalares podem ser atribuídas ao tratamento de eventos adversos relacionados a falhas nos cuidados aos pacientes em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo tal Organização formada por 37 países membros que se dedicam a promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social e conta com Brasil como parceiro.

No Brasil, os números também são significativos e se refletem na ocorrência diária de eventos adversos graves e evitáveis, como erros de medicação, infecções hospitalares e queda de pacientes, entre outros.

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