Dia do Médico: o desafio de estar na linha de frente da pandemia da Covid-19

Eles estão na linha de frente no combate à Covid-19. Muitos deles, desde o começo da pandemia, pensaram em desistir, enfrentaram desafios nunca imaginados, e alguns deram a vida em busca de cuidar dos mais de 5 milhões de infectados pelo coronavírus no Brasil. No próximo dia 18 é o dia deles: os Médicos do nosso país. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) conversou com Cláudia Mello, subsecretária em Vigilância em Saúde, e com Gustavo Campos, subsecretário Geral, ambos da pasta, sobre os grandes desafios da profissão, em especial em tempos de pandemia.

Cláudia Mello é especialista em cirurgia do aparelho digestivo, endoscopia digestiva, geriatria e gestão da Vigilância Sanitária e em Qualidade e Segurança do Paciente. De acordo com ela, o maior desafio para o médico, desde sempre, é enfrentar e participar das decisões a se tomar em momentos importantes na vida dos pacientes.

“Muitas vezes perceber situações de doenças irreversíveis e se manter forte o suficiente para apoiar e seguir com a melhor conduta que se possa imaginar ao nosso paciente e a sua família, não é uma coisa fácil. Sendo que a melhor recompensa às vezes é apenas o sorriso e o muito obrigada por estar junto deles”, conta Claudia.

A pandemia do coronavírus trouxe um grande desafio para os médicos de todo o mundo, que se depararam com uma doença completamente desconhecida e extremamente letal. Cláudia fala também das adversidades diante da Covid-19.

“Ser médico em tempos de Covid-19 é repensar a cada dia como enfrentar o desconhecido e se reinventar focando em aprender todo dia com uma doença que ainda se apresenta na fase de construção do conhecimento. É ter a oportunidade de se colocar humilde e disponível para reaprender que a verdade de ontem pode já não ser a verdade de hoje! É extremamente difícil e impactante a dura realidade que até hoje aproximadamente 20.000 pessoas já morreram no Estado do Rio pela doença, apesar dos esforços árduos e diários de ótimas equipes de profissionais de saúde”, completa Cláudia.

Gustavo, além de subsecretário Geral da SES, é médico especialista em cirurgia, ortopedia, psiquiatria, e até já trabalhou como legista. Assim como Cláudia, ele também falou da dificuldade de ser médico diante do coronavírus.

“Trabalhar nos tempos da Covid foi complicado. No início, gerou um medo, fiquei afastado preocupado com o desconhecido, e estava com minha esposa grávida. Aí voltei a trabalhar, peguei Covid. Fiquei mais tranquilo pois não só estava estudando a doença como tive a prática. Cheguei a trabalhar na linha de frente e o que mais me chamou a atenção foi como a população enfrentava e enfrenta até hoje a doença. Alguns desesperados, trancados em casa como medo. Outros nem um pouco preocupados levando a vida normal. E a gente estudando e conhecendo a doença na prática, sem muita informação confiável pois tudo era novo”, conta Gustavo.

Gustavo também falou dos desafios e dificuldade que os médicos enfrentar no dia a dia, fora dos tempos de pandemia.

“O maior desafio na nossa profissão, sem contar em ser subsecretário de saúde, que sem dúvida é o maior desafio profissional que encontrei na minha careira, é convencer as pessoas a ter uma vida mais saudável, que prevenir é a melhor solução. E principalmente se exercitar, pois o exercício físico é o melhor remédio. E como remédio, deve ser prescrito por profissionais habilitados”, relata Gustavo.

Em celebração ao Dia do Médico, Cláudia deixa uma mensagem a todos os profissionais da área.

“Quero parabenizar a todos que fortemente enfrentam suas tarefas dando seu melhor na profissão que optaram, desejando muita força e sabedoria para seguirem na jornada que ainda estamos a descobrir” finaliza Cláudia.

A seguir, um vídeo em que pacientes de unidades da rede estadual de saúde prestam homenagem aos médicos que os atenderam: youtu.be/yXqJSRcwWd8

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