Estratégias de desinstitucionalização em tempos de Covid-19

Em maio, mês de luta antimanicomial, o Fórum de Atenção Psicossocial do Estado do RJ, trouxe para debate o tema “Estratégias de desinstitucionalização frente à atualização dos processos manicomiais em tempos de Covid-19”.No mês de luta antimanicomial, comemorado em maio, o Fórum de Atenção Psicossocial do Estado do Rio de Janeiro, promovido pela Superintendência de Atenção Piscossocial e Populações Vulneráveis da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SAPV/SES-RJ), trouxe para debate o tema “Estratégias de desinstitucionalização frente à atualização dos processos manicomiais em tempos de Covid-19”. O evento, realizado dia 28 de maio por meio da plataforma Zoom, está disponível na íntegra do canal da SES-RJ no YouTube. Com a moderação do coordenador de Atenção Piscossocial da SAPV/SES-RJ, Daniel Elia, o fórum contou com a participação de dois palestrantes que compartilharam suas experiências com processos de desinstitucionalização: João Marcelo Costa, gerente estadual de Atenção à Saúde Mental de Pernambuco, e Sandra Regina Alonso Gonçalves, coordenadora municipal de Saúde Mental de Paracambi (RJ).

Assista ao Fórum de Atenção Psicossocial do Estado do Rio de Janeiro (28 de maio).
Clique no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=2WfIoDW1ymk&t=1040s
João Marcelo informou que, em 10 anos, Pernambuco reduziu de 16 para quatro o número de instituições psiquiátricas e destacou que a pandemia de Covid-19 foi oportunidade para acelerar o processo de desinstitucionalização, seguindo a orientação de evitar aglomerações. “Pegamos carona na pandemia para acelerar a abertura de Residências Terapêuticas (RT) e retirar pessoas dos leitos de longa permanência”, afirmou. Sandra destacou que o município de Paracambi, no estado do Rio de Janeiro, que já abrigou a maior instituição privada de internação psiquiátrica da América Latina, hoje conta com uma Rede de Atenção Psicossocial à Saúde (RAPS) integrada, com base territorial, composta por Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), RT e leitos psiquiátricos em hospital geral, sem a presença de instituições psiquiátricas. “É preciso sustentar a negação dos manicômios e a afirmar a liberdade”, defendeu. O fórum fomentou, ainda, discussões sobre a institucionalização de crianças e adolescentes, o cuidado no território em tempos de pandemia, legislações e políticas de saúde mental vigentes e a sua relação com as necessidades das RAPS.

PRÓXIMO FÓRUM ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL

A SES-RJ convida todos os integrantes da Rede de Atenção Psicossocial para discutir o tema “O desafio do trabalho no território com as crianças e adolescentes mais vulneráveis”, dia 25 de junho, às 9h, em encontro virtual. Programa-se e aguarde a divulgação do link de acesso.

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