Nota técnica: Atenção à saúde sexual e reprodutiva no contexto de pandemia de COVID-19

Ainda estão em estudos os impactos na saúde das mulheres causados pelo novo coronavírus, mas projeções internacionais estimam que, aproximadamente, 47 milhões de mulheres em 114 países de baixa e média renda poderão ter dificuldade de acesso a métodos contraceptivos. No Brasil, esse panorama gera preocupação com a possibilidade do aumento significativo nas taxas de morbidade e mortalidade materna.Somando-se a esse cenário, há ainda, dados que apontam para o crescimento da violência contra mulher durante a pandemia em decorrência do isolamento social. Consequentemente, é esperado também o aumento dos casos de gravidez decorrente de estupro. O acesso em tempo oportuno à contracepção de emergência deve ser pensado de modo a responder a esta necessidade das mulheres.

A situação de crise sanitária provocada pelo alastramento do novo coronavírus traz impactos na rede de atenção à saúde como um todo, a começar pela atenção primária à saúde. Essas unidades devem organizar suas agendas, fluxos e rotinas de modo a evitar aglomerações e transmissão em seu interior, bem como buscar soluções para a possível falta de profissionais, seja por serem pertencentes a grupos de risco, ou por se encontrarem deslocados para o enfrentamento da crise ou ainda por afastamento devido à contaminação pelo vírus.

Acesse aqui o documento completo: Nota técnica ATSM/SAPS/SGAIS/SES-RJ 03/2020

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