Guia para orientar a confecção de cestas básicas

Um guia para orientar a confecção de cestas básicas está disponível no site da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES). Produzido pela Área Técnica de Alimentação e Nutrição (ATAN) da Superintendência de Atenção Primária à Saúde (SAPS), o documento “Cestas básicas e kit de alimentos: contribuições à luz do Guia Alimentar Para a População Brasileira” busca ensinar a escolher alimentos saudáveis e adequados para compor os kits.

A partir de diretrizes do Ministério da Saúde, o material visa garantir a segurança nutricional das famílias mais pobres e populações vulneráveis, sobretudo durante a pandemia da Covid-19. “O guia surgiu a partir de reuniões da Câmara Intersecretarias de Segurança Alimentar e Nutricional, com o objetivo de apoiar o próprio Governo do Estado e os municípios. Nosso público-alvo são órgãos governamentais, como as secretarias municipais que estão adquirindo cestas básicas”, frisou a coordenadora da ATAN, Katiana Teléfora.

A coordenadora reitera a atenção necessária para confecção de kits durante pandemia, levando em conta a importância do fator nutricional para certos grupos de risco, como pessoas com obesidade: “Com a Covid-19, ficou clara a urgência de discutirmos fortemente a qualidade e a composição dos alimentos. Havíamos observado que as cestas que costumam ser disponibilizadas não contemplam todos os grupos de alimentos de que as pessoas precisam, em especial os frescos”.

Uma das principais orientações do guia é apresentar os grupos alimentares e o nível de processamento dos alimentos que podem compor as cestas. O ideal seria incluir alimentos minimamente processados, como grãos secos, raízes e tubérculos lavados, leite pasteurizado e cortes de carne resfriados ou congelados. Alimentos in natura (frutas, legumes e verduras) e alimentos processados (sal, açúcar, óleos e gorduras) devem ser avaliados caso a caso para inclusão. Já os alimentos ultraprocessados (biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrescos e refrigerantes) devem ser evitados pelo alto grau de corantes, aromatizantes e aditivos.

O material apresenta um quadro apresentando a sazonalidade de hortaliças e frutas disponíveis, em geral provindas da agricultura familiar. Esse quadro busca orientar sobre a inclusão de alimentos in natura na montagem das cestas, de acordo com o grau de oferta por mês do ano. O documento também conta com sugestões de preparo dos alimentos e de formas de distribuição para pessoas em situação de rua.

Além da divulgação on-line, há também a previsão da publicação impressa voltada para parceiros institucionais da SES. “O objetivo paralelo é que diversas organizações da sociedade possam conhecer o material para usá-lo como base”, enfatizou Katiana.

Acesse o guia aqui:

Cestas básicas e kit de alimentos: Contribuições à luz do Guia Alimentar para a população brasileira